terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Parar.

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Eu preciso parar. Parar de atropelar os dias, as horas, os segundos. Parar pra desfrutar cada coisa boa que passa por mim sem eu ao menos perceber. Preciso parar de querer que o tempo voe, e de querer que ele pare nos momentos certos.

Eu preciso parar de pensar em cada defeito meu, tornando-os mais fortes ainda. Parar de achar que o reflexo que eu vejo no espelho não é o suficiente, de exigir de mim mesma muito mais que os outros.

Também preciso parar com essa ansiedade que corrói sem motivo, que me faz correr desesperadamente atrás de coisas que viriam a mim de qualquer forma, e talvez de modos muito mais fáceis.

Preciso parar de ter medo, medo dos outros, medo de mim, do que eu nem sei. Medo de perder, de ganhar, medo de não ter. E preciso parar também de ter medo de sentir medo, parar de me sentir culpada por cada fraqueza minha.

Preciso parar um pouco de pensar, de avaliar as consequências de cada ato que na verdade às vezes nem tem as consequências que eu imagino. Parar pra curtir ao máximo cada decisão minha sem me preocupar com o que virá depois, com os que os outros vão pensar, ou com o que a minha própria consciência paranóica vai dizer.

Preciso e quero desesperadamente parar de querer ser forte, quando eu não posso. Parar de me obrigar a me reerguer quando na verdade eu quero permanecer no mesmo lugar em que eu caí. Parar de sorrir pra esconder cada lágrima que teima em queimar nos meus olhos.

E acima de tudo, preciso parar de imaginar como eu gostaria de ser e aceitar que é exatamente desse jeito que eu sou, doa a quem doer.

Parar. Parar de pensar, e começar a sentir.

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