quinta-feira, 9 de julho de 2009

Me dividindo tanto e tão inteira

http://migre.me/j24HZ

"Por quanto tempo eu vivi assim
Desperdiçando descobertas
Desviando os olhos, lendo só pra mim
Me escondendo no canto da festa"
(Carla Franco)

Acho incrível o quanto as pessoas que vivem ao nosso redor tem imenso poder sobre nosso humor e estado de espírito, ou o quanto elas podem simplificar ou complicar nossas vidas. Acho mais incrível ainda o quanto isso se torna insuportável quando nós dependemos delas para tantas coisas. 

Não quero deixar pequenos momentos de fraqueza derrubarem minha felicidade, nem agora nem nunca. Decidi não abandonar mais meus desejos e opiniões em busca de um melhor relacionamento com quem dita as regras sem ter poder para tal. 

De agora em diante sou eu, sem simplificar, sem tentar melhorar, sem ser razoável: agora é o pacote completo, doa a quem doer.

A gente demora tanto pra chegar no nível de felicidade que a gente sempre quis pra quê? Pra ter que ser "razoável" na hora de aproveitá-la ao máximo? Ah, faça mil favores. Se for assim, de que adianta ser feliz?

E isso não é questão de radicalismo. Não estou dizendo que de agora em diante dane-se o respeito ou os bons relacionamentos com os outros, só resolvi respeitar mais ainda a mim mesmo e as coisas que eu quero.

Não concordo com essa história de que os acordos tem que ser sempre mais pendentes para um lado, para mim isso sim não é razoável. Estou me sentindo no direito de sair em vantagem pelo menos uma vez, ou melhor, algumas vezes.

Talvez isso não signifique nada além de um desabafo confuso, e sem motivo aparente. Mas era exatamente isso que eu precisava: falar mesmo que ninguém ouça ou entenda. 

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