sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em branco

E tem dia que eu acordo pensando se eu não devia mesmo fazer a única coisa que ouço que deveria fazer desde os 15 anos: terapia.

Eu sei da minha loucura. Sei dessa coisa maligna que me consome em dias assim, que não tem nenhuma característica em comum, mas são assim, terríveis. E a única coisa que acabaria com essa sensação angustiante que me consome, nunca está disponível: a de brevemente não existir.

Não, não é tendência suicida não. Mas é que por alguns poucos minutos eu queria simplesmente não estar aqui. Eu queria passar em branco.

Queria chorar sem ter que me explicar, sem ter que pedir a compreensão dos outros, sem me preocupar em parecer louca. "Prazer, essa é a Bárbara desequilibrada e instável que você NÃO vê". Não vê porque eu não deixo.

Queria passar uns minutinhos sem me esforçar. E não é questão de esforço físico. Mas essa coisa que a gente faz todos os dias, de se esforçar loucamente pra não desagradar ninguém é tor-tu-ran-te.

Mas não dá pra não existir. Porque o despertador não vai parar de tocar, e os seus compromissos, principalmente os com os outros, não vão sumir da sua agenda. E essa sensação de tantas vezes não ter controle da sua vida é tão... desesperadora.  

E essa minha loucura, é exatamente culpa do controle que me falta. Do controle que me falta sobre mim. Dessa minha mania de ser tão dependente dos outros, de não conseguir me segurar sozinha sem cair, e de exatamente por isso, precisar tanto de segurança.

E segurança, meus caros, me falta. Me falta demais.

“E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace..
E quando eu estiver louco, subitamente se afaste..
E quando eu estiver bobo, sutilmente disfarce..
Mas quando eu estiver morto, suplico que não me mate, não, dentro de ti..”
(Sutilmente – Skank)

2 comentários:

  1. NOS falta. Demais.
    É, bem vinda ao grupo. :T

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  2. Ei garota. Você já chora sem se explicar. Eu consigo ver a Bárbara instável e inconstante quase todos os dias e na verdade nem ligo pra isso.
    O que importa é demonstrar aos outros o que você realmente é. Se quem viu, não gostou, poxa "só lamento", procure outra Bárbara então.
    Quanto a terapia, quanto a insegurança, quanto a querer sumir: Quem não deseja isso de vez pelo menos uma vez (500 vezes) na vida?

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