terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

À moda antiga


Desculpe se sou romântica à la “anos 20”. Talvez seja mesmo exagero dar valor a princípios que hoje em dia são apenas coisas ultrapassadas e antigas, quase bregas. Mas no fundo, a gente é assim.

Eu gosto de beijos ao som de música. Presto atenção ao som que toca em momentos que por algum motivo eu não quero esquecer. Sou capaz de fazer uma trilha sonora de beijos, outra de abraços, outra de brigas, outra até de reconciliações.
Adoro andar de mãos dadas. Aquele abraço de mãos apertado, enlaçado, apinhado de união. Valorizo cada toque, cada beijo na testa em sinal de respeito, cada beijo no rosto em sinal de carinho, cada beijo nos lábios mostrando paixão.

Mais do que o toque, só os olhares. Dou valor a conquista incessante realizada por eles. Não há um dia em que um olhar, e não importa o quanto você esteja acostumado com ele, não possa te conquistar. O olhar intimida, atiça, excita, apaixona. Dia após dia.

Não sonho em casar na igreja, mas o acervo de vestidos de noiva no meu computador denuncia meu desejo de união. Vestido branco, daminha-de-honra, buquê de flores brancas e detalhe de pedras azuis no cabelo. “Something old, something new, something borrowed, something blue”. Eu ainda me dou o direito de sonhar com o romantismo das antigas tradições.

Portas abertas por cavalheiros, flores compradas e roubadas, sorvetes pagos na praça, surpresas fora de hora. Pedido de casamento surpresa, jantar de noivado em família, comemoração inesperada de datas – e melhor ainda, sem datas. Sou fã de tudo que se vê nos filmes antigos.

Sou fã de passeio ao teatro e ao cinema, de abraços carregados no colo, de sorriso escondido, de piscada de olhos. De compromisso além do anel ou do papel, da leitura de votos na cerimônia de matrimônio e do cumprimento deles "até que a morte os separe".

Sou romântica à moda antiga. Encantada por uma delicadeza que muitas vezes me falta durante a paixão. Sonho acordada, tiro os pés do chão, e imploro pra que eu voe. Voe. Voe.

Vem. Voa comigo. Eu sei que o nosso vôo não há de ter pouso final.

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