terça-feira, 26 de junho de 2012

"Desculpa se te chamo de amor"

http://migre.me/9DNdN

Você tem gosto de lembrança boa.

Engraçado, né? Porque você nem foi embora. Aliás, você acabou de chegar.

Acho que tem gente que é assim: tem gosto de quem a gente sabe que só vai fazer bem pra gente. Gosto de quem a gente tem certeza que vai lembrar pra sempre com um sorriso no rosto e um quentinho no coração.

Porque você me aquece mesmo, sabia? E não é nenhuma daquelas frases clichês ou poéticas e literárias, não. É verdade. Eu sempre sinto isso quando me aconchego no seu ombro embaixo dos nossos dois edredons. Quando a gente deita na cama pertinho e respira fundo, em paz. Sabe como é?

E você quase me ganha. Você todo dia chega perto. A começar pela primeira vez que disse que me amava, e balançou a cabeça negativamente quando eu disse que também. Você começou a me ganhar quando mostrou que eu não precisava te amar. Porque ninguém precisa amar ninguém. A gente só ama, simples assim.

Você quase me ganhou quando não me deixou ir embora. E não deixou porque você não queria só que eu sentisse por você o mesmo que você sente por mim; você queria aquilo tudo que a gente é. E a verdade é que a gente nunca pediu pra que fosse amor, paixão, ou seja lá o que for... Mas pra que fosse, pra que existisse, pra que continuasse.   

E você me devolveu o fôlego. Você me fez soltar a respiração que há meses eu prendia. Me fez respirar antes que eu sufocasse no eterno desejo de não sufocar. Você riu dos meus medos, da minha racionalidade, do meu jeito teimoso de querer mandar no coração. Você riu de mim e quase me ganhou, vê se pode!

Às vezes eu acho que você não quer que eu vá embora porque tem certeza que vai me conquistar antes disso, se já não conquistou. Ás vezes até eu tenho certeza, e deve ser por isso que eu não vou embora mesmo. Mas aí eu lembro que o que importa é que você me faz bem, eu te faço bem, e tá tudo bem assim. Eu não quero mais fazer planos.

Eu só posso dizer que tenho gostado bastante do sabor de boas lembranças que você tem. E não que eu queira que você vá embora logo e se torne apenas uma memória, viu? Não, longe disso! Afinal, a gente tem lembranças boas de quem permanece e vai permanecer pra sempre nas nossas vidas, não tem? Então...

E a vida segue, os dias passam; a gente ri das nossas diferenças, acha graça das nossas discussões; minha playlist de músicas aumenta com aquelas que você me apresentou, e a caixa de entrada do meu celular continua gritando que a memória está cheia, cheia de mensagens suas. E eu não sei mesmo onde isso vai dar... Aliás, onde é que eu quero ou queria que isso desse mesmo?

Então desculpa por me preocupar tanto com o que vai ser amanhã, com o que vai ser da gente o dia que a gente se magoar – porque no final todo mundo se magoa, não é? -, e pela inconstância constante nos meus e nos nossos dias. 

E obrigada por – independente de qual seja o motivo – não desistir e não me deixar fazer isso. Por mais que eu quase ache que a gente devesse. Só pra tudo acabar desse jeito bonito que é agora, e não do jeito feio como tudo sempre costuma terminar.

Um dia você me perguntou algo, e acho que agora você entende. Desculpa, mas eu acho que é por isso - por tudo isso -, que te chamo de “amor”.

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