domingo, 1 de julho de 2012

Desaprender

http://migre.me/9IPud

É engraçado esse lance de desaprender, não é?

Eu desaprendi um monte de coisa nos últimos tempos. Há anos eu desaprendi a ficar sozinha, feliz apenas com a minha doce e meiga companhia; e há meses eu simplesmente desaprendi a gostar de alguém.

É, eu juro! Essa garota que vos fala, que já escreveu mais de 100 vezes sobre “amor e outras drogas”, desaprendeu a amar. Seria cômico se não fosse trágico.

Eu não lembro mais quais são os segredos dessa coisa toda. Não sei o que aquela mensagem quer dizer, se devo respondê-la, a hora certa de esconder e de mostrar o que se sente... N-A-D-A! Desaprendi mesmo, de verdade.

Sabe quando a gente é pega de surpresa? Então. Ontem eu me peguei indo pra balada desejando ardentemente uma companhia embaixo de um edredom quentinho.

É. Acho que não sei mais brincar.

Hoje eu passei horas me sentindo uma criança de dez anos que não sabe o que falar, quando falar, e como dizer. Porque eu não sei mais me prender como antes, mas há tempos detesto ser livre desse jeito.

E eu ainda não consegui decidir se prefiro domingos chuvosos acompanhados na cama, ou noites de sábados quentes onde eu bem entender. Porque há uma insatisfação tremenda gritando em mim quando penso nas duas opções.

Eu desaprendi a amar e continuo amando. E eu não gosto de ser solta no mundo, mas continuo resistindo a toda e qualquer prisão.

E os dias passam, e eu não sei como terminar esse texto. Porque essa é uma das raras vezes em que nem escrever ajuda a elucidar minhas questões pessoais.

Sei lá.

Uma hora ou outra um lado da balança há de pesar mais, ou quem sabe, eu deixe logo de ir contra o lado da balança que pesa mais há tempos.

Uma hora ou outra... Uma hora ou outra. Agora não. Ainda não.

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