quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A educação do amor



É engraçado como o amor educa.

A gente passa tanto tempo ao lado de alguém, que acaba dando um jeito de se moldar e inventando um modo de se comportar pra que isso possa dar certo.

Sei lá. A gente aprende a ligar quando chega em casa, a ficar quieto depois das brigas, a fazer carinho quando o outro está doente e todas essas pequenas coisas que, querendo ou não, se tornam o contorno de um relacionamento.

Só que relacionamentos são diferentes.

E poxa, o que é que a gente faz com tudo  aquilo que tinha aprendido antes? Onde é que eu jogo tudo aquilo que – direto e indiretamente – eu tive que me tornar?

As pessoas mudam, as relações mudam, e lá vamos nós começar do zero. Se com um você podia falar alto, talvez com esse você não possa mais. Se aquele não ligava pro seu ciúme, esse talvez não tenha a mesma paciência. É tudo diferente, mais uma vez.

E não é por preguiça, não, mas isso é difícil pra caramba! Esse lance de ficar se inventando, reinventando, desmontando e fazendo de novo. Porque se por um lado a gente nunca deve mudar a nossa essência por ninguém, por outro é impossível não ter que se adaptar e ceder em alguns momentos.

Só que ninguém vem com manual de instruções. Nem você.

E pior ainda, não há um manual universal de “como lidar com a pessoa amada”. Afinal, as pessoas não são as mesmas. E nem você é o mesmo.

Então é difícil mesmo, e acredite, vai continuar sendo. A gente ainda tem muito o que se contorcer nessa vida pra chegar na posição ideal: aquela em que a gente se sente confortável consigo mesmo, e consegue deixar o outro confortável também.

No final das contas, o amor educa mesmo, e não importa quantas vezes você tenha que se reeducar. Depois de tudo isso, o que fica é sempre verdadeiro, e - pasme! – passa a fazer parte daquilo que nunca muda. Sua essência.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Diz o que achou :)