terça-feira, 14 de agosto de 2012

Deixar alguém te amar

casal abraço
http://migre.me/ahEwM
 “Saber amar
É saber deixar alguém te amar”
(Paralamas do Sucesso)

Não sei quantas vezes eu cantei esse refrão sem me dar conta do que ele significava, mas acho que até ontem, eu pouco tinha me dado conta do quão verdadeiro ele é.

O engraçado é que, se eu tivesse percebido isso antes, muita coisa teria sido diferente. Muda coisa pra caramba quando a gente descobre que “saber amar é saber deixar alguém te amar”.

Eu sempre fui do clube das que não deixam. Das que só se importam em amar, amar, amar e amar. Assim, no imperativo egoísta da coisa, sem me preocupar com os outros pronomes da lista. EU amo, e é isso que importa.

Nunca tinha me dado conta do quão delicioso pode ser deixar alguém fazer isso, ou do quanto a gente pode aprender enquanto observa a sutileza dos gestos dos outros. Acho que sempre me achei prepotente demais pra achar que esse tipo de coisa pudesse um dia me conquistar. Afinal, nada pode ser tão bom se EU não estou apaixonada.

Doce ilusão.

Confesso que nunca acreditei naquelas histórias sobre casais que “aprendem a se amar com o tempo”. Imaginem! Eu, fascinada por tudo que me tira o ar de cara... Eu – logo eu -, aprender a amar alguém, com o TEMPO?

É aí que a vida samba de salto alto na sua cara.

A verdade é que é besteira demais achar que tem mais valor se apaixonar por alguém à primeira vista, do que por tudo que ela pode demonstrar com o passar dos dias. É uma bobagem sem tamanho abrir mão de como alguém pode nos conquistar, só que porque não foi paixão-à-primeira-falta-de-ar.

Esse amor fulminante, que vem do nada, e na maioria das vezes sem ter por que, pode ser gostoso e coisa e tal, mas é o que mais tem chances de terminar frustrado.

É que quando a paixão acaba, tem que ficar alguma coisa, sabe? E se não tem o que ficar... Simplesmente não sobra nada. E aí, fim. Tchau e benção, amigo.

Gostoso mesmo é quando a gente não se apaixona só pelo primeiro olhar, mas pelas coisas que você vai descobrindo no caminho. É surpreendentemente delicioso começar algo incrédula e terminar inevitavelmente apaixonada; Porque aí, meu bem, você sabe muito bem PELO QUÊ se apaixonou.

Não foi um perfume, um toque, um olhar. Foi uma porção enorme de coisas que te levaram de A a B, de um lugar ao outro, de uma ausência de sentimento a um preenchimento incrível. Tem essência, tem base e é sólido. É algo em que se dá pra acreditar.

São mesmo muito bonitas todas essas histórias ardentes que nos mostram nas novelas, e todos aqueles amores que começam no toque de mãos quando os livros da mocinha escorregam das suas mãos...

 Mas, desculpem, eu aprendi há pouco tempo, e tive certeza ontem, enquanto ouvia Paralamas cantando essa música em meus ouvidos, que a gente só aprende MESMO a amar, quando deixa alguém fazer o mesmo por você.

 Antes disso, sei lá...

2 comentários:

  1. Um cara uma vez me disse "Sei que não me ama, mas eu tenho amor por nós dois". Achei aquilo um absurdo, uma frase idiota.
    Na vdd, se me falassem isso hoje novamente, ainda acharia idiotice. Mas não tem nada melhor, do que se relacionar com uma pessoa e de repente você percebe que a ama por tudo aquilo que ela demonstrou ser.
    Toda sorte do mundo pra você.

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