quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Um dia na cidade grande

são paulo centro
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São Paulo. Mais de 11 milhões de habitantes. Muitos corpos frequentemente ocupando um só lugar. Frio e calor num dia só. Capitalismo selvagem.

Dá pra manter o semblante na capital paulista?

Primeiro, o despertador toca. Lógico que você não dormiu o suficiente. Deve ter ido dormir tarde depois da faculdade e agora tem que acordar cedo para ir para o trabalho. Alguns – como eu – vão para a academia. Morrendo de sono, mas vão. É um dos benefícios que meu emprego proporciona, e eu tenho que assumir que usufruo dele muito mais por birra do que por vontade: já que eu passo o dia inteiro fazendo coisas que nem sempre eu gostaria de fazer, PRECISO arranjar um tempo para fazer algo que eu gostaria e que me é proporcionado. É quase um grito de “viu como eu tenho tempo pra ser feliz?”. Mentira! A verdade é que muitas vezes eu passo parte do dia lamentando aquela uma hora e meia que eu podia ter dormido mais.

Ok. Voltemos à rotina. Chegou a hora de ir para o trabalho. Óbvio que você está atrasado e por isso não tomou aquele café da manhã de novela. Se conseguiu comer um pão e um copo de leite, tá ótimo! Sai correndo – e provavelmente esquece de pegar alguma coisa – e quase vai embora sem dar tchau para a família. O que importa é chegar logo no metrô.

Ah! O metrô! Cara, se você conseguiu chegar de bom humor até essa parte do dia, eu te desafio a passar por ISSO com um sorriso no rosto! Empurra-empurra, pisão de pé e gente mal educada aos montes. É neguinho discutindo por lugar, por um “passinho a mais pra eu poder entrar”, pelo atraso na chegada do trem e, claro, o famoso “nossa, que vergonha que é esse transporte público.” Depois de se irritar com uns 10 e de ver mais uns 20 se irritando, você sai do caos. A notícia? O dia ainda não começou, colega.

Chegamos ao trabalho. Tem gente que tem a sorte de trabalhar onde gosta, rodeado de pessoas que adora. Mas, cá entre nós, são poucos os abençoados. Trabalho não deve ser mesmo lugar para fazer amigos. Seu best friend de todos as broncas do chefe com certeza não vai pensar muito em jogar a bomba pra você se ela realmente for explodir.  Isso claro, fora o bando de trabalho que seu superior despeja em você antes mesmo de responder o seu bom-dia.

Logo chega a hora do almoço e às vezes nem dá pra você fazer uma hora completa. Esse é tempo que você fica falando mal do mundo com o coleguinha de bancada. Aí você desabafa sobre tudo e dissemina um monte de energia negativa por aí.

Prefiro não ser repetitiva e falar sobre a outra metade do dia, né? A novidade é que, de repente, você pode se lembrar daquele trabalho que era pra entregar hoje na faculdade, e aí precisa fazê-lo escondido do seu chefe, que não para de passar atrás de você de cinco em cinco minutos.

Ah tá. Ufa! Acabou. “Tchau, gente, boa noite, até amanhã!”.

Partimos para a faculdade, os melhores 4 anos da sua vida e aquele mimimi todo que você esquece no primeiro final de semana lotado de trabalhos dados por professores loucos e egocentristas. Todo professor é meio egocêntrico, né? Impossível que eles realmente tenham noção lógica de que a matéria deles não é a única do universo, mas continuem passando aquele bando de atividades. Aí tem aquele colega de grupo folgado, aquele professor nonsense, aquele cara da sala que você odeia e todo o sono e cansaço depois da maratona do dia.

Chegamos em casa e sua mãe está reclamando das contas, do dinheiro e... “Putz, melhor eu ir dormir, tá tarde e eu acordo cedo amanhã”.

Meus sinceros parabéns ao que resistem a tudo isso diariamente sem fraquejar. Eu fraquejo, eu me canso e... Putz, desculpem, mas meu chefe chegou por aqui e sabe como é, né?

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