quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Esperando o recomeço



Engraçado como o tempo sufoca, não é?

Não me dei ao trabalho de pesquisar na história do mundo o motivo pelo qual nosso calendário é dividido em doze meses, mas seja qual for a explicação, nunca houve decisão tão sábia.

O tempo pode passar cada vez mais rápido, os anos podem parecer voar e eu concordo que ontem mesmo era Carnaval. Mas o imutável é que singelos 365 dias são capazes de enlouquecer qualquer um, e não importa a velocidade com que eles passam.

Doze meses, quatro estações, dois semestres. Sabe-se lá quantos namoros começaram e terminaram, quantas brigas e reconciliações aconteceram, quanta gente enriqueceu, quantas faculdades foram trancadas, quantas pessoas foram embora, quantos casamentos e batizados foram celebrados nesse tempo. Para certas coisas da vida não há estatísticas.

Eu geralmente entro em dezembro quase esgotada. Os dias se arrastam e eu apenas imploro pra que o ano termine logo. Por quê? Não sei. Sempre fui fã da magia que contém o final do ano, mas nunca fiz questão de entendê-la.

Sei que após a meia noite do dia 31 de dezembro meus problemas não vão desaparecer. As sete ondinhas puladas na virada do ano não vão levar embora tudo que precisa ser resolvido, e janeiro vai começar não muito diferente do que dezembro terminou. Mas a gente, sim.

A gente sempre começa um novo ano com um novo fôlego. Independente das promessas impossíveis que a gente faça, elas sempre parecem facilmente realizáveis pra nós. É que o reveillón renova nossa FÉ. E isso é tão, tão, tão necessário...

Por mais que o ano tenha sido o mais complicado da sua vida – e foi -, na última noite do ano tudo faz sentido. A gente agradece os obstáculos ultrapassados, pede força para os que ainda estão por vir e torce pra que os novos e antigos sonhos possam se realizar. Tem gente que chora, que ora, que ri... Reveillón é noite de gente feliz.

Branco, amarelo, vermelho. Paz, dinheiro, paixão. Tudo misturado, abraçado, enroscado. Tem como não se apaixonar?

Eu confesso que conto os dias. Se 2012 foi difícil, pelo menos não me tirou a fé de que em 2013 o que tiver que ser diferente, SERÁ!

2 comentários:

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