domingo, 25 de novembro de 2012

Na defensiva

menina campo flores
ttp://migre.me/c3W20

"Ser amigo é melhor do que ter amigos."

(Autor desconhecido)

Essa semana minha mãe me chamou de “idiota” por duas vezes. E não é porque ela é ruim ou malvada, muito pelo contrário! É só porque ela me viu fazendo coisas que, de fato, as pessoas não mereciam.

Costumo dar grande valor às pessoas. Independente delas me conhecerem ou gostarem de mim, encaro todas como se tivessem os mesmos sentimentos e necessidades que eu – e quem dera, as mesmas atitudes. Confesso que não anda dando muito certo...

Acho que sou um pouco ingênua demais. Levo muito a sério QUALQUER atitude que as pessoas tomam e façam mal a outro alguém. Alguns dizem que faço tempestade em copo d’água, e talvez faça mesmo. Não suporto – por menores que sejam – qualquer tipo de mentira, falsidade e traição.

Não gosto de gente que não se coloca no lugar do outro. Aliás, NÃO SUPORTO. Falta de respeito? Intragável. Aquela lei de “não fazer para os outros o que não gostaríamos que fizessem pra gente” é tão implacável quanto a que diz que “tudo que vai, volta”.

Tenho tido que tomar atitudes inéditas nos últimos tempos, e isso tem me causado pesadelos todas as noites. É que com o tempo você aprende que, por vezes, é preciso atacar para se defender. Confesso que ainda não consegui dosar isso muito bem - e talvez tenha injustamente machucado algumas pessoas por isso -, mas à pedidos da minha mãe, estou tentando ser menos “idiota”.

Não vou desejar mal aos que me fizeram sofrer, não. E, se tiver a oportunidade de ajudá-los de alguma maneira – que não me machuque -, talvez eu faça. Fazer mal para alguém não diminui o mal que foi feito à você e também não te traz nada de bom. Acreditando na lei do universo, ainda prefiro emanar bons sentimentos.

Eu só decidi não renunciar à mim, entende? Porque não vale a pena. É sofrimento demais se expor, se deixar vulnerável, sair da minha zona de conforto pra... Nada. Pra ser traído, passado pra trás, ou seja lá o que for.

Não que as pessoas sejam simplesmente más. Cada um toma suas atitudes por motivos próprios e que não me dizem respeito. Mas a dor de ninguém é maior do que a de outro. E isso é um ciclo sem fim, percebe? Porque egoísmo gera egoísmo, mentira gera desconfiança, mal gera mal. Quem é que vai pôr fim nisso tudo?

Eu simplesmente não tenho mais coragem. Chega de ser compreensiva e altruísta com quem já me deu mais de um motivo para não ser. Talvez tenha chegado a hora de pensar e me agarrar a mim mesma. Se chamam isso de egoísmo agora... Eu chamo de defesa. É uma pena que a linha entre eles seja tão tênue.

Vou atrás do que me faz feliz. E vou inteira, porque não deixo mais ninguém me arrancar algum pedaço.

4 comentários:

  1. Você detona! Eu já disse isso né? =D

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  2. Eu não sei dizer até onde se pode ir sem ultrapassar essa linha tênue que separa o egoismo do que você chamou de defesa e esses dois da falta de respeito. E posso dizer, com toda certeza, que eu já a ultrapassei muitas vezes, fazendo e falando coisas que possam ter machucado pessoas a minha volta, por me sentir insegura e machucada.

    Mas é necessário aprender a medir a quantia e a hora certa das coisas. "Porque egoísmo gera egoísmo, mentira gera desconfiança, mal gera mal. Quem é que vai pôr fim nisso tudo?" O fim disso tem que começar da gente. Com mais autocritica e menos compreensão do que eu imaginava quando escrevi meu último post. E um cuidado para não fazer que, com as nossas atitudes, façamos os outros tomarem a mesma postura de 'defesa'.

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    1. Esse é o ciclo sem fim. Por isso temos seres humanos cada vez mais introspectivos e "na defensiva". Tem que partir da gente, sim. Mas até quando a gente consegue deixar de ser egoísta pra continuar sofrendo pelo egoísmo dos outros? Existe uma linha tênua que também separa o "altruísmo" da "autoflagelação".
      É difícil dosar nossas reações quando estamos machucadas. Mas a gente aprende. Pra isso é preciso ter humildade, pedir desculpas, se fazer ser entendida. Errar a gente erra sempre mesmo. Às vezes a gente perde a mão, e o importante é reconhecer.
      O essencial é lembrar Shakespeare: "Quando você está com raiva, tem o direito de estar com raiva, mas não de ser cruel".
      Estamos aprendendo ;)

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