sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

As lições que o tempo ensina

mãe e filha
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 De mãe para filha.

"Querida, não anseie muito pela vida adulta, não. Você provavelmente passará muito tempo dela lamentando a saudade desse riso fácil de criança que lhe cai tão bem agora.

Se eu não desejei muito os meus dezoito? Claro que sim. Mas filha, o que eles trouxeram foram uns dois anos bem difíceis. Nada a ver com a idade em si, mas me lembro dos 19 com diferentes sensações. Nada de mágoas ou rancores, mas foram doze meses de árduo aprendizado.

Primeiro, aquela história de amor. Apanhei bastante. Aprendi a diferença entre amor, paixão e doença. Conheci um tiquinho do amor-próprio e sofri pela primeira vez. Se me arrependo? Ora, todo mundo precisa sofrer por amor, minha linda. Quem não sofre, não ama.

Não, querida, não durou tanto tempo. Quando eu te digo que “tudo está escrito”, não é por acaso. Foi isso que me levou a conhecer alguém que enxugou as lágrimas, cuidou das feridas, me reinventou. Foi exatamente aí que eu aprendi que o amor e a amizade andam juntas, mas sem se confundirem uma com a outra. Deus brincou de chacoalhar o tabuleiro e quando vi, mais do que me deixar ser amada, já estava amando.

Claro que houve dificuldades também. Nada é so easy, querida. Mas o tempo te deixa paciente e madura o suficiente pra... Esqueça. Ninguém é adulto quando sente aquele frio na espinha e aquelas borboletas no estômago. 2012 foi generoso.

Deixe a maturidade para o trabalho e para a família. Esses me exigiram bastante naquele ano. Aprendi a priorizar o que deve ser priorizado, a organizar meu tempo – tão escasso -, e a estar sempre com os ouvidos abertos para aprender. Família é o alicerce, meu amor. Não esqueça!

Cheguei aos 20 e aprendi uma importante lição: amor-próprio e egoísmo são coisas distintas – e necessárias. Pode se livrar do que não te é saudável, pode desviar do que te sufoca e te coloca pra baixo. Não precisa ter medo do que vão pensar. Se te chamarem de egoísta, deixe que chamem. SE respeitar é mais que importante, é ESSENCIAL.

Mas não se esqueça: tenha calma. Shakespeare já diz que quando estamos com raiva, não temos o direito de ser cruéis. Haverá quem mereça, é claro. Mas num universo que funciona como um imã, é mais vantajoso deixar que a vida e o destino se encarreguem disso. Não deixe que os problemas abalem sua paz e sua essência.

Compreenda que pessoas nos decepcionam. Que o amor é tão imperfeito quanto quem ama, e que expectativa frequentemente acaba em choro. Não confie em todo mundo, mas confie em alguém. Vão-se os anéis, ficam os dedos, querida. Quem é de verdade, permanece.

Valorize seus amigos de infância. Aqueles que te conhecem, te respeitam e te amam por você ser quem é. Faça novas amizades, é claro, mas não espere delas o mesmo que espera das outras. Tirando raras exceções, nem todos os que parecem ser verdadeiros, de fato são.

Os meus 19 me ensinaram muitas coisas, querida. Mas não tenho a menor pretensão de que você aprenda tudo apenas me ouvindo. Sua hora vai chegar e eu estarei aqui. Enquanto isso, apenas ouça minhas histórias antes de dormir enquanto abraça o ursinho que o papai te deu.

Não fique ansiosa, Valen. A vida é linda, e o amor também."

PS: Um feliz 2013 a todos os que passaram por aqui, repartindo comigo todos os devaneios de um ano tão louco como o de 2012. Obrigada aos que compartilharam o blog com amigos, e principalmente, obrigada a todos que se identificaram com algo que foi escrito aqui. Que 2013 seja doce, queridos! E vai ser! 

3 comentários:

  1. Feliz 2013 pra voce, e que esse novo ano venha com muitas emoções e criatividade pra o blog! Te amo

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  2. linda, linda, linda!

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  3. Parabéns Bárbara! Gostei muitos dessas suas palavras. Um Feliz 2013!


    Nath
    http://anathalialima.blogspot.com.br/

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