terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O amor é démodé

casal feliz se abraçando
http://migre.me/ck0h7

"Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor."
(William Shakespeare)

Século 21. Quinze baladas por mês, sexo toda semana, status no Facebook mudando à alta velocidade. E é no meio desse cenário, onde corpos não param de se encontrar e se tocar, que a gente percebe uma coisa: não sabemos amar.

Vai ver a culpa nem é nossa. Talvez só tenhamos nascido em uma era onde esse negócio de amor se tornou démodé. Enquanto nossas carências afetivas não param de crescer, a moda do novo século é “estar na pista pra negócio” sempre.

Se estamos com alguém, não sabemos como agir. Se ela pede amor demais, deve haver algo errado. Por que é que ele me ligou pra dar bom dia hoje se nunca fez isso antes? Consciência pesada, traição, mentira?

Onde já se viu?! Agora deve haver MOTIVO para dar, receber ou pedir amor. (E lembrem-se que PEDIR algo do tipo já é, por si só, um disparate sem tamanho!)  

Pode ser que ela esteja de TPM, que o time dele tenha perdido, que ela tenha brigado com a mãe e que ele tenha feito besteira no trabalho, sim. Mas pode não ser NADA disso. Ninguém deveria dar mil explicações para pedir um abraço. Não precisa haver motivo pra querer ouvir a voz de quem se ama no telefone. 

A vida é curta, minha gente. Vamos parar de perder tempo com coisas tolas, porque amor não se regula e nem se economiza. Se doar um pouquinho dele te custa muito, está na hora de rever esse cenário.

Pessoas amadas vão embora todos os dias quando a gente menos espera. Sei que foi-se o tempo do romantismo à moda antiga, mas a dor de deixar pessoas irem embora sem saberem o quanto as amamos não muda com o tempo. E isso não vale só pra morte. Há despedidas muito mais comuns todos os dias.

Que relembremos como é dar amor sem pedir explicação, e recebê-lo sem duvidar ou pensar no que será pedido em troca. Amor não se pede, não se explica e não se implora; não precisa ter motivo e nem data especial.

Que as baladas continuem lotadas e que cada noite seja uma nova aventura, mas mais do que corpos, está na hora da gente (re)aprender a tocar outra coisa: CORAÇÕES.

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