terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Teorias furadas

menina lendro livro
http://migre.me/d1IiB

 “Eu que já não quero ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor”
(Los Hermanos – O vencedor)

A mãe de uma amiga minha diz que quando a gente acha o amor da nossa vida, é como se ele se destacasse e tudo à nossa volta fosse um fundo branco. É como se você não tivesse mais olhos pra outra pessoa, porque simplesmente não há nada de interessante em fundo liso e sem graça.

Há quem diga que almas gêmeas existem, mas que só encontramos a nossa aqui embaixo se realmente merecermos muito, e que isso nem sempre acontece em todas as nossas vidas. Outros acreditam que a gente ama várias pessoas, de diferentes modos, sem nunca poder haver grau de comparação entre uma e outra.

Nós crescemos ouvindo e vivenciando diversas hipóteses desse tipo. Alguns vibram com os contos de fada, outros se decepcionam com a separação dos pais, e muitos – eu diria que a maioria, e me incluo nela – crescem sem ter a mínima ideia do que esperar de uma relação.

Mas a gente aprende, não aprende?

A gente aprende quando dá o primeiro beijo, quando gosta de alguém que não gosta da gente, quando vê quem a gente ama nos braços de outro, quando aceita o primeiro pedido de namoro e quando se tem a primeira briga, e até mesmo quando algo chega ao fim - porque na maioria das vezes, chega.

Eu nunca acreditei em príncipe encantado, sempre preferi “A Dama e o Vagabundo”, e vi minha mãe terminar um casamento por duas vezes. E aí você pode achar que eu tinha tudo para ser uma desiludida com o amor, até chegar a esse blog e ver que não: muito pelo contrário.

Talvez eu acredite em algumas das teorias que eu já ouvi por aí, sim, mas hoje eu também tenho as minhas próprias (e vou tentar, de coração, não ensiná-las aos meus filhos antes da hora). Mas a principal, e a mais recentemente aprendida é: faça as suas regras.

É, eu faço as minhas. Porque hoje não é igual á ontem, aquele alguém não é igual àquele outro, e não dá pra prever o que vem por aí. Sabe essas teorias todas sobre o amor? Esqueça. Faça as suas. DO IT!

Basear um amor em hipóteses e opiniões de outro alguém é covarde e previsível demais. Querer amar com o mapa da mina na mão é, deveras, muito sem graça. Amar de verdade pede improviso, surpresa e entrega. Sem medo. Sem arrependimentos. Só coração.

Dói bem mais e tem bem mais chances de você se ferrar no final. Mas ninguém aprende acertando sempre. A dor é tão necessária quanto os sorrisos que a gente dá depois dela ir embora.

De resto? Esqueça tudo que já leu aqui nesse blog, porque essas são as regras e teorias de alguém que não é e não ama como você. Pode ser de certa valia, é claro... Mas na hora H a parada é com você, só com você.

E também, ninguém precisa de cartilha para aprender a amar. A gente precisa é de abraço, carinho, beijo e coração. Nos joguemos, então!

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