sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Uma música

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Ouvindo Zeca Baleiro e pensando. No que? Não sei. A música diz tudo. Tudo sobre a vontade de chorar que me bateu no caminho para o trabalho ontem, ou sobre a insuportável insatisfação que me acompanha a dias, e até sobre a insônia ou os pesadelos dessa noite.

Nada tem motivo aparente, e se tiver, minha mente não consegue encontrar. O cansaço abateu toda a vontade de procurar por justificativas. Expectativas de melhora? Não, também não. Apatia é o nome.

O Zeca continua cantando. Gosto tanto da voz dele... Do jeito que a música entra nos meus ouvidos e percorre um caminho que inevitavelmente chega ao coração. É quase um arrepio, tão suave e intenso – e paradoxo – quanto.

Resolvi tagarelar os dedos no teclado enquanto a música não acaba. Droga! Acabou. Tive que colocar no repeat. Queria expressar o que eu sinto enquanto a escuto, mas sei que ela faz isso por si só. Eu podia postar a letra da música aqui, mas soaria sem graça e nada criativo, não é?

Às vezes isso acontece comigo. Aquele vazio quando me deparo com a tela em branco do computador. Não consigo escrever, não consigo explicar, não há nada pra transmitir. Geralmente não me forço. Deixa pra outro dia, outro post, outro assunto.

Mas hoje a música me pediu: “vai, Bárbara, ocupa essa mente”.  Estou ocupando. A música ainda não acabou, mas está chegando ao final, e eu não vou ouvi-la pela terceira vez. Ai, Zeca... Será que você me conhece?

Acabou. Silêncio. Retiro os fones de ouvido. É hora da vida real. Valeu, Zeca, por aliviar dois minutinhos dessa aflição. Á flor da pele

Um comentário:

  1. Mais que aflição, às vezes sinto essa angústia, que ao mesmo tempo que atinge tudo dentro de mim (tem até sintomas físicos), aparece como a apatia que você descreveu, vontade nem motivação pra nada, só o 0, o neutro de tudo. Heidegger falava sobre isso, mas vamos deixar para as aulas de Filosofia. Apesar da falta de tudo e vontade de se desapropriar de tudo, sempre me resta uma gotinha de esperança, porque eu sei que sempre passa. E mesmo que seja ultra clichê, vai ficar tudo bem.

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