segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Você - contra você

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 Subconsciente: Psic. “conjunto dos processos psíquicos que escapam à consciência mas que se encontram latentes num indivíduo, influenciam o seu comportamento, podem intervir como elementos num processo mental ativo e que, eventualmente, podem aflorar o domínio da consciência.”

Durante a vida a gente trava diversas batalhas: contra a falta de grana, a falta de tempo, a falta de amor, o cansaço, e até contra a vontade de desistir que bate de vez em quando. Inúmeros obstáculos que a gente vai aprendendo a superar. Mas a maior luta – travada diariamente – sempre será contra nós mesmos. 

Somos nosso melhor amigo, e também nosso mais perigoso inimigo. E tudo isso porque há uma parte de nós que é simplesmente incontrolável. Não sou especialista em psicologia, e apesar de – ironicamente – ter duas melhores amigas que se dedicam a profissão, prefiro não entrar na velha discussão do “ego, id e super ego”, não. Para mim, as armadilhas se encontram no nosso subconsciente.

Explico.

Entre as diversas coisas que almejamos no nosso dia a dia, uma das maiores – e mais difíceis – é o auto-controle. E quando eu falo sobre auto-controle, falo basicamente da nossa capacidade de controlar nossas ações e sentimentos conscientes. Isso, por si só, já beira o impossível. Imaginem só, querer controlar aquilo que sequer estamos conscientes de sentir!

Meu subconsciente me sabota. Graças a uma extrema vontade de me entender melhor - e de alguns meses de terapia -, eu descobri isso. Mesmo nos momentos tranquilos, felizes e serenos, onde nada parece ser motivo para confusão e histeria, meu subconsciente trabalha freneticamente para achar algo que me tire da calmaria. Ele gosta mesmo é de tempestade.

Tudo bem. A questão é que ninguém tem emocional para viver uma rotina diária de altos e baixos, repleta de bipolaridade. Tenho tentado, então, sabotar a sabotagem do meu subconsciente. Percebe a complexidade?

Explico novamente. Eu estou feliz. Meu subconsciente, então, resgata coisas – não importa quão longe elas estejam – para me deixar nervosa. Lá vou eu acionar todo o poder da minha consciência para lembrar que aquilo não passa de uma armadilha, e que, na verdade, tudo permanece em paz.

Nem sempre funciona. A briga é feia, bem disputada. Às vezes minha consciência ganha, mas na maioria ainda apanha bastante. Tudo porque querer controlar o nosso subconsciente é tão ambicioso quanto querer ser Deus.

É preciso esforço, e uma pitada de sensibilidade, para perceber que diversas situações difíceis talvez não sejam tão complicadas assim. Vai ver, resolver aquele problema que parece impossível seja mais fácil do que se imagina. Provavelmente, ele tem apenas o tamanho que ele tem, e não aquele que a gente dá para ele. Nossa mente se desdobra para pensar em tudo que pode dar errado, e a gente esquece que, enquanto não der, ele é só mais um problema como todos os outros, e mais: pode ser resolvido da maneira certa.

Não é fácil e exige muita motivação, mas o exercício – teoricamente – é simples: não aumentar, não diminuir, não exagerar e não subestimar nada. O essencial é dar a cada coisa a importância que ela realmente merece.

É como diz Jean-Paul Sartre, em uma das minhas frases favoritas: “Não importa o que fizeram com você, o que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”.

Que a batalha continue!

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