segunda-feira, 25 de março de 2013

A arte de ser infeliz

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Somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Brancos, negros, japoneses, católicos, evangélicos, budistas, casados, solteiros, gays, héteros, loiros, ruivos, e etc. Entre tantas e incontáveis diferenças, há algo nessa vida que TODOS nós desejamos: felicidade.

Todo mundo vem a esse mundo para ser feliz. Quando não somos – ou não estamos – ficamos frustrados. É meio óbvio, não é? Quem não está feliz, logo está triste. A felicidade é o combustível do mundo, e nessa busca incansável por ela, esquecemos que ser feliz é fácil demais.

Quem é que não sabe sorrir? Quem não sabe ser alegre, compartilhar bons momentos, gargalhar até a barriga doer? Quem não gosta de trocar beijos, abraçar apertado e receber boas notícias? O dom de ser feliz já vem impregnado na gente. Só não é feliz quem não sabe ser triste.

Parece confuso, mas explico – ou tento.

É muito fácil ser gentil, doce e tolerante quando se está feliz. Pessoas felizes não ficam mal-humoradas, não reclamam da vida e tratam a todos muito bem. Mas quem é que consegue fazer isso nos momentos ruins?

Quem é que não grita, não xinga – mesmo que em pensamento -, não desconta raiva e frustração nos outros quando está infeliz? Onde é que se escondem – ou onde é que nós mesmos escondemos -  valores como respeito, empatia e amor, quando estamos bravos e irritados? O difícil dessa vida é saber ser triste, minha gente.

Shakespeare, no inesquecível – e clichê – “O Menestrel”, diz que quando estamos com raiva, temos o direito de estar com raiva, mas nunca o de sermos cruéis. Mas, obviamente, quem é que se lembra de algum poeta quando está de cabeça quente?

É por isso que, em qualquer relacionamento, antes de ser feliz, é preciso aprender a ser triste. É preciso saber brigar, discutir e discordar. É preciso saber lidar com as intrigas e diferenças, e muitas vezes abrir mão de algo e ser tolerante com o que nos incomoda. Porque beijos e abraços apaixonados todo mundo sabe dar. Difícil é achar alguém que lhe dê a mão mesmo quando deseja lhe virar um tapa.

Nessa luta em busca de felicidade, está na hora de aprender a ser infeliz. É paradoxal, e até parece contraditório, mas vale a pena tentar.

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