sexta-feira, 8 de março de 2013

Loucas, mas apaixonantes

http://migre.me/dAreR

“Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
(Martha Medeiros)

Sempre fui carente de figuras masculinas na minha vida, e mesmo que não tenha saído ilesa disso, consegui sobreviver muito bem esses vinte anos mesmo assim. Eu podia dizer que sou forte, independente e autossuficiente, mas na realidade, eu apenas tive mulheres que valeram por mil ao meu lado.

E essas sim são tudo isso e muito mais, principalmente porque também tiveram por perto mulheres igualmente admiráveis. Quem são elas? Mães, avós, tias... Mulheres que são referência desde que a gente é um tico de gente querendo vestir salto alto e roubar as maquiagens do armário delas.

Cada uma tem sua singularidade. Eu, particularmente – e agradeço muito por isso – sou igualzinha a minha mãe. Na falta de um pai presente, tive uma mãe que foi amiga, confidente e irmã em todos os momentos da minha vida. Ela não teve muita sorte em me ensinar a andar de bicicleta, mas me ensinou lições que me tornaram gente grande. Pequenas coisas que eu aprendi apenas a observando.

É como vê-la se maquiando todo dia para ir ao trabalho. Enquanto ela passa o rímel, eu aprendo dezenas de coisas: 1. Acorde cedo, Bárbara, 24 horas é sempre pouco pro que há de se fazer; 2. Não desanime, porque mesmo que você não faça o que ama ou o que gostaria, há sempre algo pelo qual vale a pena abrir os olhos de manhã; 3. Não saia da frente do espelho enquanto não se achar linda, pois você realmente é; 4. Ame, ame e ame, e se doe mesmo que for quebrar a cara ao final do dia; 5. Cuide de você, antes de tudo e sempre em primeiro lugar.

Mulheres são assim. A gente acorda cedo e escolhe nossa melhor roupa e nossa melhor maquiagem só pra se mostrar pro céu azul. A gente chora uma noite inteira, mas na manhã seguinte o corretivo e a água gelada desincham as olheiras pra ninguém perceber que a gente às vezes fraqueja. A gente come apressada e sai sempre atrasada, mas não deixa nunca de lutar por mais: mais pra gente, e principalmente, pra quem a gente ama.

Ainda que haja as autossuficientes, não há mulher que perca uma oportunidade de fazer quem ama feliz. Um carinho, um presente, um sorriso... Cada uma presenteia de um jeito, mas está sempre dando um jeito de doar algo. Mulher SE doa todos os dias, em quase todos os momentos, exceto aqueles egoístas, em que a gente precisa estar inteira pra não deixar se abater.

Mulheres, esses seres às vezes delicados, mas que são os mesmos seres fortes que lutam há séculos por um pouco de igualdade. Mulheres que querem usar a roupa que quiser, a maquiagem que bem entender, falar o que der vontade e agir de acordo com os seus princípios, e não com os que essa sociedade machista quer obrigá-las a usar.

Mulheres que aprendem com as gerações passadas, mas que evoluem para não parar no tempo. Tempo bem escasso, aliás, para aquelas que são mães, esposas, profissionais, donas de casa e amigas.

Mulher é flexível sem ser volúvel. Versáteis, mas nunca levianas. Somos Bárbaras, Marias, Renatas, Déboras e Paulas, tão diferentes, mas com algo muito importante em comum: o nosso sobrenome é “Amor”.

 PS: Feliz Dia das Mulheres a esses seres tão complexos, fortes, delicados, intensos... E apaixonantes!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Diz o que achou :)