segunda-feira, 11 de março de 2013

O amanhã não é seu

http://migre.me/dCSFO

"Viver é foda. Morrer é difícil."
(Vamos Fazer um Filme - Legião Urbana)

É como se uma linha quase invisível nos mantivesse em pé. E como se, a qualquer momento, ela pudesse se romper. A vida é frágil.

Nos achamos muito maiores do que realmente somos. Achamos que podemos controlar o tempo, os acontecimentos e tudo que está ao nosso redor, mas a verdade é que somos peças minúsculas perto da grande força que rege essa vida.

Conseguimos manter sob controle o nosso extrato bancário (às vezes nem isso), a dispensa de casa, o nível de gasolina do carro e todas essas coisas práticas no nosso dia-a-dia. Mas não dá pra controlar a dinâmica da vida, dos altos e baixos, dos encontros e despedidas.

A gente tenta não ficar até tarde na rua e andar com o vidro dos carros fechados para evitar a violência, mas pode acabar morrendo dentro de casa, sozinho, com uma parada cardíaca. A gente pode controlar as redes sociais, emails e até chamadas de celular dos nossos parceiros de relacionamento, mas de repente pode ir até a padaria e se apaixonar perdidamente por alguém parado em uma esquina. A verdade é que a gente não controla nada.

A teoria do “Carpe Diem”, ainda que clichê, é magnífica. Aproveite bem o dia de sol hoje, porque amanhã você pode estar reclamando do frio e da chuva. Curta sua família no jantar de mais tarde, porque no almoço de amanhã alguém poderá estar ausente. Não durma brigada com seu namorado hoje, porque nada garante que você terá a chance da reconciliação outro dia. A vida escorre pelas mãos.

Dar o máximo de si agora é a única coisa que podemos fazer para aliviar a sensação de impotência que virá quando nada mais puder ser feito. Depois, as lamentações serão inúteis. Ainda que você tenha tido vontade de fazer mais todo o tempo, isso não vai importar se você simplesmente não tiver colocado isso em prática. As boas intenções não aliviam a frustração, e muito menos a culpa.

Lembre-se que você não possui o amanhã. Você não possui sequer o próximo minuto. O único tempo que você tem pra realizar tudo que deseja é o agora. Cada segundo é um presente único e divino.

Aprendi ontem - com alguém extremamente amado - que “o anormal da vida é estarmos vivos”. E não é? Não importa se você acredita em destino ou em livre-arbítrio, porque em ambos os casos a única certeza é de que um dia a vida acaba.

Então, chega de economizar abraços, beijos e “eu te amo”. Chega de dar moral para o medo, para a preguiça e para o rancor. Se esse for o último minuto da minha vida, eu desejo que ele seja feliz. E por isso, só por via das dúvidas, eu vou cuidar para que todos a partir de agora sejam.

E vão ser!

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