sexta-feira, 15 de março de 2013

Re-amar

http://migre.me/dGS11

“Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa.
Que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar. Re-amar. Amar.”
(Caio F. Abreu)

Há quem diga que quando um namoro é interrompido, mesmo que haja retorno, as coisas nunca mais voltam a ser mesmas. E não voltam mesmo. Mas se duas pessoas querem de verdade voltar a ficar juntas, só resta uma opção: aproveitar o que há de bom nessa mudança.

Não estou falando desses casais que terminal e voltam frequentemente, não. Esses são mais complicados, exigem muito mais tempo e determinação para entende-los – e olha que nem sempre isso é possível.

Estou falando do “primeiro fim” de um casal. Um fim entre aspas, porque não é bem fim. É mesmo só uma vírgula, mas que como toda pontuação, muda o sentido de uma sentença.

Antes de se quebrar, todo copo parece de cristal, e antes de vacilar, todo amor parece inquebrável. A nossa primeira impressão do amor nunca é a de um sentimento humano, e por isso, frágil. Acreditamos que ele é eterno, inabalável, quente e... Meio mágico. Até por isso acabamos, muitas vezes, colocando ele no centro de tudo.

É por isso que a primeira queda é sempre um choque. É a dissipação de todas as suas crenças utópicas e até meio infantis. Sentimentos não são perfeitos e pessoas também não. Todo relacionamento tem suas fragilidades e um dia o copo simplesmente cai. A perfeição não volta, mas será que isso é tão ruim assim?

É bom manter os pés no chão. É bom relembrar que começamos e terminamos a vida sozinhos. Ainda que amar seja uma das nossas maiores – e mais prazerosas – lições nessa vida, nossa missão aqui é solitária. Autossuficiência é mais necessário do que a gente pensa. Já dizia Mario Quintana que “pra ser feliz com outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela”.

Quando descobrimos que, ao contrário do que a gente espera, podemos um dia acordar sozinhos, a gente começa a valorizar muitas outras coisas. Primeiro, a nós mesmos. Segundo, ao que os outros fazem para nos merecer. Terceiro, ao que fazemos para merecer o carinho dos outros. É ou não é uma boa lição?

É claro que, antes disso, precisamos nos esforçar para deixar pra trás a mágoa e ressentimento que geralmente ficam depois de um término. Depois, ter a certeza de querer voltar para os braços de quem a gente ama, e se esforçar o máximo para ser feliz novamente. Aí sim, por fim, tentar tirar essas boas lições de uma situação que geralmente é tão conflitante.

Não é fácil. Mas quando se trata de amor, o que é?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Diz o que achou :)