quinta-feira, 25 de julho de 2013

Meus amigos escritores

http://migre.me/fB3kE

“A gente escreve como quem ama.”
(Clarice Lispector)


Mais um 25 de julho. Mais um dia do escritor. Esses, que sem saber e sem ter a menor pretensão, acabam moldando uma parte da gente e se tornando peças do nosso quebra-cabeça também. Esses que sequer conhecemos, mas que temos como ombro-amigo, psicólogos e espelho.

Quando era pequena, adorava Pedro Bandeira. Fiquei um pouco mais velha e embarquei na literatura estrangeira de Arthur Conan Doyle e Agatha Christie. O suspense me fascinava.

Não demorou muito, mergulhei nas crônicas. Essas eu amo desesperadamente até hoje. Veríssimo, Fernando Sabino, Rubem Braga... Todos me fizeram encantar por um mundo onde a gente transforma em literatura as coisas mais rotineiras - e por isso mesmo mais extraordinárias – possíveis.

Também sempre gostei de fantasia. J.K Rowling e Stephenie Meyer não me deixam mentir. Recentemente, me peguei perturbada pela trilogia de Jogos Vorazes – devorei os três livros em uma semana.

Nas páginas dos livros que já li – e não me arrisco a contabilizar quantos foram – aprendi algumas das minhas maiores lições. Lealdade, virtude e amizade estão presentes em todas as boas histórias pelas quais me apaixonei.

Sempre fui das leituras mais populares. Não me envergonho de não ter lido muito Machado de Assis, Oscar Wilde ou Allan Poe. Apesar de acha-los maravilhosos, é o mundano que me encanta.

Esse blog - no qual eu me arrisco a dar uma de escritora-de-meia-tigela também - é impregnado de raízes e influências dos meus escritores favoritos. Martha Medeiros e Ivan Martins se reconheceriam de bate-e-pronto. Já cheguei a anotar ideias de posts que me surgiram enquanto lia alguns livros deles.

Lendo o prefácio de “Alguém Especial”, do Ivan Martins, me deparei com um escritor que não fazia ideia do quanto suas colunas semanais interferiam na vida de seus leitores; o quanto aqueles textos formavam opiniões e eram usados quase como “guia” para alguns.

Escrever, por mais despretensioso que seja, é sempre perturbador. Perturba quem escreve e quem lê. Os autores se desnudam, se dão de bandeja a seus leitores, e esses o acompanham meio a descoberta de si mesmo e dos outros.

Obrigada a todos os escritores que se doaram para mim, e que mesmo sem saber fizeram com que eu me doasse a mim e a muitos outros. 

Feliz Dia do Escritor aos que são parte disso tudo aqui.

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