quarta-feira, 24 de julho de 2013

Tudo que ela faz

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“Logo agora que eu parei, parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco, de pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco"
(Ana Carolina – Hoje Eu Tô Sozinha)


Ela se importa se você acordou de mau humor mesmo que todo mundo ache isso normal. Ela percebe quando seus olhos estão estreitos e tenta entender o motivo, ainda que a maioria das pessoas nem perceba que há algo diferente em você.

Ela se preocupa se você está doente e tenta te paparicar enquanto você destila o típico mau humor de quem passou a noite em maus bocados. Ela suporta suas grosserias sem razão enquanto tenta desesperadamente se agarrar a ideia de que é apenas um stress passageiro.

Ela se incomoda quando algo te faz mal e tenta resolver seus problemas por mais que você seja do tipo que finge que não os vê. Ela toma suas dores e se importa com o que os outros dizem, mesmo que você nem ligue pra outra opinião que não seja a sua.

Ela discute relação, não gosta de dormir brigada com você, e insiste em te ligar mesmo que você desligue na sua cara e lhe diga mil desaforos.

Ela tenta melhorar os seus defeitos ainda que você não tenha pedido ajuda para tal. Ela quer te tornar uma pessoa melhor mesmo que você adore ser o idiota egoísta que é – e sempre foi.

Ela mede sua febre, te faz cafuné e te traz um remédio enquanto você reclama por não conseguir assistir o jogo direito. Ela faz sua comida favorita e te leva água no sofá embora você esqueça de agradecer por isso.

Ela brinca com sua irmã, ajuda sua mãe a lavar a louça e faz graça com seus cachorros. Ela faz o trabalho da faculdade e resolve seus problemas financeiros ainda que sua situação esteja péssima.

Ela é sua amiga, sua família, namorada e um pouco esposa. Mas, claro, você nunca pediu por nada disso. Ela faz porque quer, porque ama, porque gosta. E é isso que deveria fazer você dar mais valor a ela.

Mulheres tem um enorme instinto protetor e amoroso, mas, de vez em quando, ele dá lugar ao de autopreservação. Isso acontece quando a gente cansa de dar sem receber, de se doar sem ter reconhecimento, de se entregar e sentir que está remando sozinha pra nenhum lugar.

Então, faz um favor – pra ela e pra você: não se esqueça de pegar logo o outro remo antes que o barco vire e ela nade sozinha para um destino qualquer. Um destino sem você. 

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