quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Looping

http://migre.me/gdajf

"Já não me preocupo se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê"
(Quase sem querer - Legião Urbana)

São semanas sem colocar algo no papel. Não por falta de inspiração ou tempo, mas principalmente porque as palavras não me preenchem. Talvez porque não haja mais vazio.

Sempre escrevi para me entender. Para colocar em outro lugar que não seja a minha mente todos os pensamentos confusos que tenho. Para me organizar, me observar, me permitir.

Depois de um looping - que parecia eterno - de tempestades, finalmente veio a calmaria. A bonança que sacia a sede de paz e estabilidade.

É que no final, mesmo os mais amantes da emoção precisam de calma – seja para repor as energias ou apenas para dar fim a uma fase tensa. A montanha-russa uma hora perde a graça. Todo mundo precisa descer uma hora ou outra.

Como sempre, a vida segue em fases. Existem aquelas intensas, em que a gente se perde e pensa que nunca mais vai encontrar o caminho de volta para si mesmo. São, provavelmente, as que mais ensinam, e a que mais nos fazem sofrer. São perdas, ganhos, reviravoltas e ensinamentos que fazem perder o ar. Quando elas passam, somos pessoas quase irreconhecíveis.

Depois, a gente tenta se adaptar aos novos seres que nos tornamos. Tentamos nos reconhecer no espelho e pensar o que é que dá pra fazer com isso. Bem menos emocionantes que a primeira, acredito que essas fases são bem mais prazerosas. Elas têm gostinho de sol.

Mas nenhuma etapa teria sentido sem a outra.

E assim elas vão, se revezando e fazendo com que a gente cresça. Com que a gente enlouqueça. Como dizia o poeta, com que a gente "enlou-cresça"

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