sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A carne é fraca, sim


Eu nunca escrevi um texto para o blog que fale sobre o fato de eu não comer carne. Mas eu não como. Já fazem seis anos que eu parei.

Não, não foi difícil! Sim, eu sobrevivi!

A única tentação que havia resistido até hoje – porque eu não sou hipócrita e nem perfeita – era o camarão à catupiry (prato de família, sabe?). Mas, depois de passar mal na última recaída, não consigo nem lembrar do gosto.

Não, eu não sou vegan. Vegans não comem nenhum alimento de origem animal – o que inclui leite, ovos e mel, por exemplo –, e eu ainda não evoluí tanto assim. 

Por que? Bom, primeiro, porque eu não sei cozinhar. Segundo, porque não vou obrigar minha família a cozinhar coisas diferentes para mim (mais do que ela já cozinha hoje). Terceiro, porque talvez me falte tempo ou disposição para aprender a colocar a barriga no fogão.

Também me preocupa o fato de não conseguir comer quase nada fora de casa: 99% dos produtos alimentícios vendidos em lanchonetes e restaurantes tem leite ou ovo, pelo menos.

Você pode resumir os três em preguiça, falta de vergonha na cara, hipocrisia, como quiser.

Eu não estou aqui para dizer que sou a mais perfeita defensora dos direitos dos animais. Eu vou até onde eu acho que dá para ir por enquanto. E eu digo “por enquanto” porque virar vegan está nos meus planos mais íntimos, sim.

Eu só resolvi escrever esse texto porque minhas redes sociais estão bombando hoje. Todo mundo falando dos tais “direitos dos animais”. Todo mundo comovido pelos beagles que foram resgatados por ativistas no Instituto Royal após denúncias de maus tratos.

Mas, pera. Eu não estava falando de vegetarianismo? Pô, o que isso tem a ver com testes em animais?

É, então. Tem.

Tem gente chorando pelo cachorrinho que foi encontrado congelado. Cara, eu sei que é difícil pensar, mas tem animal congelado no seu freezer também.

Havia beagles com pelos raspados, machucados, etc. Mas tiram os pelos do porquinho da onde vem sua bisteca com ele ainda vivo, jogado em água quente.

Não. Eu não estou dizendo que para se comover com essa história você precisa ser vegan, vegetariano, ativista e o caramba. Pelo contrário, eu fico feliz que pessoas estejam acordando.

Hoje mesmo eu vi um monte de gente compartilhando nas redes a lista de empresas que realizam ou não testes em animais. Quem sabe as pessoas realmente não parem de comprar esses produtos?

Mas, ao mesmo tempo, eu queria que essa fosse uma oportunidade para que as pessoas se conscientizassem de que maus tratos aos animais são feitos todos os dias, e são financiados pela gente.

Eu acredito que esse possa ser um grande passo para que as pessoas comecem a visualizar isso. Eu, pelo menos, quero acreditar.

Eu podia ficar aqui e listar dezenas de motivos que me fizeram parar de comer carne (os maus tratos, o meio ambiente, o especismo, etc), mas eu costumo resumir quase tudo isso com apenas uma questão – que foi a que me fez pensar pela primeira vez no vegetarianismo: SE VOCÊ AMA UM, POR QUE COME OS OUTROS?

De resto, eu deixo aqui embaixo um documentário que expressa bem tudo que eu queria dizer. Ele trata sobre o uso dos animais em diversos âmbitos: alimentação, vivissecção, entretenimento, entre outros. Imagens devem valer mais do que palavras, afinal (como vimos no caso de hoje).

Esse já é um dia histórico na promoção dos direitos animais. Só desejo ardentemente que seja também na trajetória da conscientização humana sobre o mundo ao seu redor.

Não vamos fazer seres inocentes pagarem pelo LUXO que nós chamamos de hábito, não é?


2 comentários:

  1. Estamos juntas Bárbara!! Acredito que o vegetarianismo vai muito além do que as pessoas costumam julgar. É algo que sentimos necessidade, uma mudança, um dos meus valores, sensibilidade com os outros seres? sim!

    Beijoos :)

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  2. Oi, Luna!
    Fico feliz de compartilharmos essa opinião. Vegetariano é uma escolha diária pela vida!
    Volte sempre, querida!

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