quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Primaveras

“Cuide-se bem! 
Perigos há por toda a parte
E é bem delicado viver
De uma forma ou de outra

É uma arte”
(Cuide-se bem – Guilherme Arantes)

Hoje é meu aniversário. São 21 primaveras, e ainda que pareça pouco, já deu pra aprender um bocado.

A semana que antecede essa data sempre é bastante reflexiva. Talvez porque seja a mesma do dia das crianças, que sempre me deixa um pouco nostálgica também.

Não tenho - pelo menos acho - medo de envelhecer. Mas a cada ano que passa dá um friozinho na barriga de me ver cada vez mais longe do bebê que estampa as fotos da prateleira da sala.

Na linha do tempo, eu posso estar longe da criança que um dia eu fui, mas aqui dentro ela deve permanecer sempre viva. Se eu perdê-la, será pra sempre. E quem é que gosta de adultos, afinal?

Costumo pensar que todo dia 16 de outubro vai embora um ano que não volta mais. Mais 365 dias que foram vividos sem chance de replay. E é inevitável a sensação de que talvez o tempo passe rápido demais.

Foi por isso que esse ano eu decidi fazer algo diferente. Não vou esperar até dezembro para fazer a minha lista de novas resoluções. Vou fazê-la hoje, agora, e talvez eu a refaça todos os dias - não posso me dar ao luxo de esperar toda vez doze meses para sonhar.

Viajar, guardar dinheiro, aprimorar o inglês, aprender uma nova língua... Tanta coisa pra ser antes de se r feliz, não é? Será que dá tempo? Será que não é coisa demais?

Não sei. Mas enquanto eu escrevo esse texto alguns segundos do meu novo ano estão passando. E sem pressa de viver a vida, mas também sem tempo pra deixá-la passar em vão, é melhor eu começar a me mexer.

De resto, só me resta agradecer a tudo e todos que somaram e agregaram nesses 21 verões. Até os que me fizeram passar os invernos mais frios merecem lembranças, porque também fizeram parte de quem sou hoje.

Sempre gostei de aniversários. É aquela data em que todo mundo lembra de desejar formalmente o que costumamos desejar todo dia para aqueles que gostamos. E é bom sentir esse quentinho no peito.

A vida pode ser curta, louca, breve... Mas ela não é solitária. Obrigada aos que estendem a mão hoje, ontem, sempre. Eu sou mais eu porque sou mais vocês.

2 comentários:

  1. Adorei o texto, belas palavras, foi muito profundo e lindo! Bjs

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    1. Muito obrigada, Deborah! Volte sempre, por favor! :')

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