quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Não se culpe

http://migre.me/gyW9V

Pra quem carrega o mundo nas costas, qualquer errinho vira motivo para autoflagelo.”
(Martha Medeiros)

Tenho mil culpas dentro de mim. Coisas que fiz e não gostaria de ter feito, e, principalmente, coisas que não fiz e me arrependo de não ter feito. Não adianta dizer que não: todo mundo tem um arrependimento.

Arrepender-se deveria ser, antes de tudo, um aprendizado. Uma lição que a gente aprende pra carregar no nosso dia a dia; seja um lembrete de algo que não deve ser feito ou de algo que devemos nos esforçar mais pra realizar.

O problema, ao meu ver, é que o arrependimento, assim como a dor, cega. Se deixamos a energia dele ser gasta com a culpa, e somente com ela, ficamos pra sempre parados no mesmo lugar. Ou pior, não enxergamos o quanto evoluímos.

Você pode se culpar por ter sido uma má amiga em uma situação e acreditar pra sempre que é uma péssima pessoa só por causa de um erro. Não importa quantas vezes você acerte, estará sempre se culpando por aquela situação.

Eu sempre me culpei por não conseguir demonstrar afeto com os meus familiares. Não sou das que dão beijos e abraços calorosos, mas sei que, do meu jeito, tenho por eles todo o amor do mundo.

É como meu pai, que fica meses sem me ver ou falar comigo, mas no final de toda ligação diz um “eu te amo, do meu jeito, mas amo”. Ele podia se culpar pelos anos em que ficamos afastados – e sei que já fez muito isso -, mas simplesmente resolveu olhar pra frente.

Ele ainda não é o melhor pai do mundo, mas é o melhor que pode ser e é isso o que importa para ele e para mim.

Um arrependimento pode fazer a nossa vida parar. Se perdemos a pessoa que amamos por erro nosso, podemos ficar anos nos crendo apaixonadas ela, sem que estejamos de fato. Não conseguimos achar ninguém a altura, mas a verdade é que nem olhamos para o lado.

Errar é normal. Arrepender-se é digno. Aprender com isso é sublime. Um erro pode abrir nossos olhos para milhares de coisas, ou pode nos cegar ao nos fazer olhar fixamente para ele.

Não é fácil se perdoar. Quando nos cobramos demais, é mais difícil ainda. Nos sentimos incapazes e incompetentes por qualquer falha. Acabamos ficando parados no mesmo lugar, como que curtindo o erro, saboreando a amargura.

Bobagem. Errar é dolorido e todo o processo de aprendizado que vem com ele também pode ser. Mas o perdão é, de fato, revelador. É limpar o caminho para uma trajetória mais madura. É se sentir livre para colocar o aprendizado em prática, e até para errar de novo se necessário.

Se eu pudesse dar um conselho a qualquer pessoa, eu diria: não seja tão duro consigo mesmo. Por enquanto, estou tentando dá-lo a mim.

3 comentários:

  1. Muito bom! Me identifiquei com algumas partes. Beijos =)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada, Yasmin! Tomara que a gente aprenda!

      Beijos!

      Excluir
  2. Olá,
    Sou dona do blog que recebe o meu próprio nome e recebi meu primeiro selinho, e como adorei seu blog te escolhi para recebe-lo também!
    Espero que goste de participar ! Parabéns você tem um blog versátil!
    Visite o post no blog e confira que legal é esse selinho!
    Parabéns!
    http://gabrielamidoess.blogspot.com.br/2013/11/o-primeiro-de-muitos-selinho-blog.html
    Beijos! E bom trabalho com o seu blog!

    ResponderExcluir

Diz o que achou :)