segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A falta que a gente faz

http://migre.me/gQWWE

“Mas se um dia eu chegar muito louco
Deixa essa noite saber
Que um dia foi pouco”
(Muito Estranho – Nando Reis)

Faz três noites que sonho com você e com o nosso (des)encontro. Acordo sempre com um frio na barriga e uma saudade imensurável. Meu Deus, que falta você me faz!

Em dias como esses eu tenho vontade de largar tudo e correr pra te encontrar. Não sei se você mora na mesma casa, nem se o número de celular que eu tenho guardado de cor há três anos ainda é o mesmo, mas eu hei de te encontrar mesmo assim.

Abro meu e-mail, encaro a tela em branco e quase te envio algo vazio. Eu não conseguiria te escrever o que sinto quando acordo com saudades de você a da gente.

Acordo sorrindo de um jeito que eu só consigo sorrir pra você. É o sorriso mais puro do mundo. Aquele que a gente dá quando está transbordando de felicidade por coisas tão pequenas (e tão grandes para nós).

Eu tenho vontade de me jogar nos seus braços daquela forma impulsiva que só você me desperta. Eu nunca consegui resistir às suas investidas, não é? Me entregar à você sempre foi minha melhor não-escolha.

Mas nós éramos tão jovens... E ainda assim, eu tenho certeza que você não me esqueceu. Pode até estar ocupado com essa vida de verdade que a gente leva todo dia. Mas o nosso faz-de-conta é pra sempre, justamente porque fica só na imaginação.

E embora a gente passe dias, meses e anos sem se ver, sem se falar e sem se encontrar, eu sei que quando a gente lembra um do outro a saudade vem rasteira, forte, traiçoeira como nós. Parece até que a gente sente falta um do outro todo dia, mas a gente sabe que não.

Se existe mesmo esse lance de “saudade que a gente gosta de ter”, queria te dizer que você é a minha. Eu amo ter sido sua e não ser mais. Eu amo ter me apaixonado e te deixado logo depois. Eu amo que a gente se goste tanto, mas nunca tenha dado certo.

Porque só desse jeito meio maluco, sofrido e alegre, eu consigo sorrir desse jeito quando lembro de você. Porque você não é meu, e nem eu sou sua, embora a nossa história seja sempre só nossa.

Eu sinto saudades de você, mas eu espero nunca matá-las. Eu e você entendemos o porquê. 

8 comentários:

  1. Esse texto me pegou em um péssimo momento, cheguei ao fim quase soluçando. Fim de ano eu tenho essa coisa nostálgica que me faz querer reviver o que já acabou faz anos.
    To tão assim que me li nas próprias linhas, como se eu mesma tivesse escrito esse texto, ou como se ele tivesse sido escrito pra mim. Sei lá.
    Acabei de ler doída, com o peito apertado, meio arrepiada de saudades e o frio na barriga de quem ainda tem esperança de reviver um velho amor.
    http://denovomaisumavez.blogspot.com.br/

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    1. Quem não tem um amor - que deu certo ou não - do qual sente saudades, né? O bom é quando é uma saudade gostosa, daquilo que a gente não foi mas talvez não deveria ter sido mesmo. O pior é quando o "e se..." corrói a gente... Mas amor é assim, não é?
      Sempre fico feliz quando você passa por aqui, Gabi! :') Volte sempre!

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  2. Parabéns, ficou ótimo! Feliz Natal e um excelente ano novo.

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    1. Muito obrigada! Boas festas e volte sempre que quiser! :')

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  3. Comovente e considero daqueles textos em que me pego a refletir logo depois....
    Adorei!!

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    1. Espero que traga boas reflexões, Luna!

      Volte sempre! :')

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