segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sem direito a replay

http://migre.me/hjyDp

"Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei"
(Rita Lee – Minha Vida)

Lembra daquelas tardes que passávamos no pátio do colégio fazendo besteira? Ou daquelas festas de 15 anos em que nos enchíamos de drinks sem álcool e dançávamos até os pés não aguentarem mais? E das noites que passamos em claro, fazendo graça na internet, vendo filmes ou conversando até os olhos fecharem sozinhos?

Não voltam. E nem se repetem.

Lembra daqueles finais de semanas que passávamos na rua, indo de festa em festa, churrasco em churrasco, balada em balada? Das horas que passamos rindo ou chorando pelos erros grotescos que cometemos na adolescência? Ou de quando a gente mentia para a nossa mãe para sair a noite e voltar só no dia seguinte?

Não voltam. E nem se repetem.

E de quando a gente ficava sonhando com o dia em que sairíamos de casa e viveríamos todos juntos, como uma família? Ou das viagens de formatura, de final de ano, em feriados prolongados? Dos porres homéricos (mesmo), das brisas e de tudo de “não certo” que fizemos tantas vezes?

Tudo isso não volta. E nem se repete.

Crescemos. Viramos universitários, profissionais, e alguns viraram até maridos, esposas e pais. Vemos, dia a dia, nosso tempo ser gasto com as contas que temos que pagar, os compromissos de família, de trabalho e etc. Aquela ingenuidade, o riso bobo e o tempo livre ficaram lá atrás, junto com todas essas lembranças.

E às vezes, só às vezes, a saudade dói. Dói por saber que nós nunca mais viveremos momentos tão livres como aqueles. Nunca mais seremos aquelas crianças ou adolescentes sem nenhuma responsabilidade, que podiam se divertir e aproveitar a vida sem culpa ou preocupações.

Dói porque foram épocas tão boas. Boas mesmo. As melhores das nossas vidas. As que nos fizeram ser os homens e mulheres que somos hoje, com as amizades que mantemos até os dias atuais.

Ainda dá um aperto no peito quando olho para nós e nos enxergo tão diferentes do que fomos um dia. Tão mais maduros, mais sábios, mais chatos até. Que saudade das nossas farras e infantilidades. Foi tão bom crescer com vocês.

Mas, passou. Não tem mais recreio, não tem mais moleza. E tudo bem, porque ainda tem a gente. Ainda tem vocês em mim, ainda tem eu em vocês. Sempre, sempre mesmo, haverá um pouco de cada um em nós.

E aí, só por isso, a saudade vira agradecimento. Vira júbilo, felicidade, prazer. Esses momentos não vão voltar e nem se repetir, mas eles são tão nossos que ainda são hoje e agora, sempre que a gente quiser que sejam.

Eu quero agora.

10 comentários:

  1. Estava pensando isso essa semana. E aposto que no ano que vem estaremos escrevendo/pensando isso, só que sobre a faculdade =(

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  2. Tudo é passageiro por isso aproveite o máximo, definitivamente não tem replay. Muito lindo seu blog. bjs FB
    www.andreiaprazeresbordado.blogspot.com.br

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    1. Obrigada, Andreia! O jeito é aproveitar cada segundo mesmo! Volte sempre!

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  3. Também gostaria que alguns momentos voltassem atrás. Mas como não volta, só temos que lembrá-los. Por isso que eu falo que devemos aproveitar o máximo cada momento que vivemos.
    Beijos. - FB - http://renatagrisi.blogspot.com

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    1. Sim, as lembranças são para sempre, não é? Vamos aproveitar! Volte sempre, Renata!

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  4. Bárbara, eu tenho saudade de muiiiiiiiiiitas coisas, mas cada fase da nossa vida tem o lado bom e ruim, basta sabermos como tirar proveito, e bastante! do lado bom :-)
    FB

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    1. Cada momento deixa seu aprendizado, né? Isso ninguém tira da gente! Obrigada e volte quando quiser, querida!

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  5. Olá,
    tudo bem?
    Vim conhecer teu cantinho sou la dp FB, e já estou seguindo e curtindo!!!
    Passa lá no meu qndo quiser será muito bem vinda
    Beijinhos
    Estou Crescendo

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    1. Obrigada, Shairane! Vou passar sim! Volte sempre, querida! :')

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