segunda-feira, 26 de maio de 2014

Clipe Sem Nexo + Cult me, Please

Hoje é dia de inaugurar a parceria do Clipe Sem Nexo - Veja Alto, Ouça Colorido com o blog Cult me, please!
A partir de hoje, toda última segunda-feira do mês será deles! O "Cult me, please" é um blog em que cabe de tudo: de crônicas a reviews de filmes, livros, álbuns e séries. Vocês vão amar!
E nossos textos também estarão por lá. É só ficar de olho! :')
Para começar, escolhi o último texto publicado pela Mariana Bisonti (duvido vocês não se identificarem com ele também).
Nos próximos meses, haverá textos inéditos! :') 
Aproveitem!
"Os rótulos são para latas, não pessoas." (Anthony Rapp)
“O jeito que escolhemos nos enxergar limita quem podemos ser"
Todos os dias fazemos centenas de declarações pragmáticas sobre nós mesmos, anunciando às pessoas ao nosso redor que somos assim ou assado, que gostamos disso, repudiamos aquilo, não suportamos aquilo outro, nascemos para tal coisa, não somos obrigamos a outra; como o rótulo de ingredientes de uma lata de qualquer coisa, como se pudéssemos nos definir em uma sentença e já deixar todo mundo avisado assim “dá próxima vez você não me manda gifs de filhotes de cachorro, ’cause I’m a cat person.
O tempo todo escolhemos (sim, escolhemos) características do nosso catálogo para torná-las definitivas, traços da nossa personalidade imutável. Por mais que a gente queira abdicar dessa responsabilidade e acreditar que foi o destino ou determinismo, a gente que escolhe e não adianta fugir da angústia de liberdade, porque até quando não escolhemos, é uma decisão não escolher.
Acredito que no fundo no fundo, quando soltamos essas afirmações de quem a gente pensa que é, enxergamos no outro um espelho. É como se disséssemos para nós mesmos quem somos, assim acabamos tendo certeza de alguma coisa e não ficamos tão à mercê nesse mundo de instantes. Nessa modernidade líquida. A verdade é que, não só a modernidade é líquida, mas as verdades também, tudo muda o tempo todo para se encaixar na forminha que as pessoas que decidem acham mais interessante. A verdade é que toda regra acaba voltando contra si mesma, e a maioria dos ditados populares é baseada numa situação completamente momentânea e nada é universal. Nada é atemporal.
Vai dizer que hoje em dia, na Geração Pugliesi, você não come aquela rúcula que jurou pra sua mãe que faria você vomitar, mesmo sem ter experimentado? Só sei que eu sempre vou odiar quiabo. Então somos todos grandes hipócritas? Não, somos contradições ambulantes, somos humanos. Para terminar essa discussão sem fim, mais uma frase da melhor série de todos os tempos (essa é uma verdade atemporal!).
“Somos mais capazes do que podemos imaginar. Porque todos temos isso dentro de nós, de fazer coisas que nunca fizemos antes. Porque, às vezes, podemos surpreender até nós mesmos.” (Being Erica)


http://cultmeplease.wordpress.com/

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