segunda-feira, 23 de junho de 2014

A energia da vida

http://migre.me/k04hv
"Faço de mim 
Casa de sentimentos bons 
Onde a má fé não faz morada 
E a maldade não se cria"
(Forfun - Morada)

Ontem terminei de ver Lost – com dez anos de atraso mesmo, eu sei. A season finale me deixou perplexa e pensativa por incontáveis motivos [afinal de contas, é Lost], mas me fez refletir sobre a tal “energia da vida” que existe em cada um de nós.


Na terapia, tratamos isso como energia vital. Na yoga, também. É a tal energia que nos faz sentir vivos e que, mais do que isso, nos move.

Sempre fui extremamente ligada a energias – positivas e negativas. Ás vezes brinco dizendo que sou uma “esponja” que absorve por aí tudo que há de bom e de ruim. Ás vezes faz bem, mas às vezes faz muito mal.

Minha psicóloga quase sempre me diz que eu “gasto muita energia vital com coisas desnecessárias”. O meu namorado simplifica: “você se aflige com muito pouco, amor”.

Não faz sentido e nem traz benefícios. Energia vital precisa ser gasta com outras coisas: gargalhadas, carinho, esportes, lazer, amor. Eu não me importo de ficar exausta – física e psicologicamente – depois de um dia maravilhoso, feliz, que deixa dezenas de boas lembranças ao final. Acho que isso, mais do que descarregar a energia, a repõe.

Mas me sinto extremamente sugada e infeliz quando gasto minha energia com fofoca, inveja, competição e etc. Acho que por isso odeio tanto esse tipo de situação: não sei lidar com elas de forma saudável. Tenho o mal da hipérbole: sofro exageradamente, me culpo exageradamente, fico exageradamente mal. Ou seja, gasto, não pouca, mas muita energia vital.

É por isso que acho, de verdade, que precisamos gastar mais tempo com o que nos faz feliz do que com o que nos faz triste. Chega de procurar por aí motivo para se estressar ou entristecer. Chega de deixar se atingir pelo comportamento alheio, que só interfere na sua vida se você mesmo deixar. Chega de se martirizar, culpar, ou permitir-se sofrer. Permita-se sorrir, só para variar!

Energia vital é uma coisa poderosa. Quem nunca se sentiu cansado, depressivo ou até doente porque a gastou de forma incorreta? Eu, que sou a rainha da somatização [quando problemas psicológicos refletem fisicamente], já passei por isso várias vezes.

Por isso, toda vez que percebo que estou me “afligindo por pouco” [e digo isso sem querer desmerecer o sofrimento de ninguém, porque cada um é que tem que medir o seu ‘pouco’], respiro fundo e tento desviar minha atenção e energia para algo produtivo, que me faça bem e me deixe contente com o resultado.

Energia vital é vida. Como você pretende gastar a sua?

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