quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sobre domingos

http://migre.me/k4qtd

"A vida é tão mais vida de manhã 
Quando eu vejo você, é 
Saiba, você é meu sol"
(Vanguart- Meu Sol)

Dia desses estava pensando sobre qual é o exato momento em que temos certeza que amamos alguém. Mas quando eu digo amar, é amar pra vida toda. Quando é que a gente se dá conta de que quer mesmo dividir a existência com aquela pessoa?

Controladora que sou, desde pequena tinha um plano de vida muito bem traçado pra mim. Terminar o colégio, a faculdade, fazer um intercâmbio, uma pós-graduação, e só quando fosse uma dessas jornalistas bem-sucedidas e com grana [inocência minha achar que jornalismo combina com dinheiro] é que eu me casaria e teria filhos. Seriam três.

Quando uma colega minha fez 20 anos e perguntaram para ela como ela estava se sentindo, ela disse algo parecido com isso: “Com pressa. Tenho cinco anos para achar o amor da minha vida, oito para me casar, dez para ter filhos e etc”.

E eu, que desde criança sou a garota mais romântica da turma, a que todos diziam que seria a primeira a se casar, percebi que não tinha a mínima pressa. Ainda que a gente faça esse tipo de plano quando namora alguém que ama, sempre soube que eles eram só planos – o tipo de coisa natural que um casal conversa.

 É claro que a gente pensa em como é bom dormir e acordar junto, dividir as coisas boas e ruins do dia a dia e etc, mas sempre valorizei o fato de poder voltar para minha casa depois de uma briga ou de ter minhas próprias coisas e rotina. Sempre me achei egoísta e mimada demais para dividir isso tudo com alguém [conheçam meu lado nada romântico, prazer!]

E foi num desses finais de semana em que eu dei tchau para o meu namorado no domingo que meu coração gritou lá no fundo: “Não vai, não! Deixa eu dividir a vida com você para nunca mais te dar tchau!”. Então, era isso. Era ele. É ele.

Sempre foi e eu sei faz tempo, mas nunca tinha me dado conta do quanto essa saudade profunda e dolorida a cada vez que eu me despeço pudesse significar tanto. Significa que, pela primeira vez, o desejo de dividir a vida com alguém é palpável.

Eu não quero me casar amanhã nem mês que vem [isso sequer é um pedido de casamento, tá, amor?], mas fico feliz de perceber que já me sinto disposta a abrir mão do meu egoísmo, dos meus mimos e de dezenas de defeitos e de coisas a que sou apegada para construir uma vida a dois, que não gire apenas em torno de mim.

Acho que, pelo menos para mim, o domingo a noite, aquele em que eu me enfio na cama e morro de saudades do calor do corpo dele, é o exato momento em que tenho certeza que o amo e que quero dividir minha existência com ele. É amor, não é?



2 comentários:

  1. Nossa Bárbara, me identifico muito com você. Tinha os mesmos pensamentos, e ainda sou a garota que planeja tudo, porém depois que entrei na universidade vejo de outra maneira tudo o que tinha decidido antes.
    Desejo tudo de bom na sua vida, boas energias e muito amor.

    Grande abraço

    http://pensamentos-inusitados.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vou visitar seu blog, Luna! Fico feliz que tenha se identificado!
      Muitas boas energias para nós e volte seempre! :')

      Excluir

Diz o que achou :)