quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Livre-se da culpa

http://migre.me/ohAqJ

"Seja você, mesmo que seja estranho
Seja você, mesmo que seja bizarro"
(Pitty - Máscara)

Se eu fosse o Pedro Bial e pudesse te dar um conselho, ele não teria nada a ver com filtro solar. Ele teria a ver com culpa. Se eu pudesse te dar uma dica pra vida toda, eu diria: livre-se da culpa. Livre-se dela já!

Livre-se da culpa por não ser perfeita. E livre-se também da culpa que sente por se sentir culpada por não ser perfeita.

Livre-se da culpa que sente quando perde o controle. Livre-se de sentir culpa por se sentir culpada por entrar em desespero.

Livre-se da culpa de comer mais chocolate do que deveria. Mas também não se sinta mal por saber que não devia sentir culpa e, mesmo assim, senti-la.

Culpa não tem fim. Se a gente deixar, ela toma conta da gente por inteiro e faz sofrer cada pedacinho da gente. Faz a gente achar que a culpa não vai ter fim. E aí, ela não tem.

Nas minhas crises de ansiedade, o pior sempre era a culpa que vinha depois. A culpa por mais uma vez ter perdido o controle, por mais uma vez ter falhado, por mais uma vez me ver naquela situação. Logo em seguida, pensava em como eu não podia me sentir culpada por isso, e aí me sentia culpada de novo. E a única coisa que eu conseguia pensar era: “isso não vai ter fim nunca!”.

Sou perfeccionista desde pequena. E já contei aqui uma vez sobre como pessoas perfeccionistas são chatas. Me cobrar mais do que devo nunca foi novidade pra mim. Por isso, a culpa toda vez que sinto que falho é minha companheira há anos.

E foi quando expulsei a culpa da minha vida que as minhas crises de ansiedade melhoraram, que minha autoestima cresceu e que minha autoimagem ganhou outra cara. Foi quando eu vi que os meus erros e a minha culpa não me faziam uma pessoa pior. Me faziam humana.

E é humano não querer acordar cedo para malhar todo dia – embora eu me sinta mal quando o sono me vence. É humano esquecer de fazer uma coisa ou outro ou não conseguir ir a todos os compromissos que gostaria – embora, mais uma vez, eu ainda me sinta mal de vez em quando. É humano não conseguir cumprir todas as minhas metas – e às vezes acho que pessoas perfeccionistas costumam traçar metas quase impossíveis só para se boicotar. É humano perder o controle. É humano ter defeitos.

Repito: É humano perder o controle. É humano ter defeitos.

E enquanto você se sentir culpada por isso, você vai ser infeliz. Vai entrar nesse carrossel de sentimentos ruins que não para nunca de girar. Vai se sentir ansioso, deprimido, solitário. Vai achar que não tem saída.

Mas tem.

Respira fundo. Se encare no espelho sem medo do que verá refletido. Entenda que os problemas tem um tamanho muito maior na sua percepção do que na realidade. E siga em frente. Move on.

Para a culpa só existem dois remédios: enfrente ou em frente.

Observação: Feliz 2015 a todos! Que seja um ano repleto de amor e paz, sem culpa e sem medo!

2 comentários:

  1. A primeira coisa que pensei quando olhei no meu blog (lá num espacinho onde a gente sugere outros blogs para leitura) e vi a nova publicação foi "não acredito que já tá aí esse tempo todo e não tinha visto ainda!". É, faz um tempo que não entrava nem no meu!

    Muito bom, mesmo! Muitíssimo bom! Olha... Eu costumava me cobrar tanto e aprendi nos ultimos tempos que essa mania de perfeccionismo é um belo retrocesso. Pra algumas coisas sou bem... "Despojado" por assim dizer, mas para outras... Por mais que eu demonstrasse que tava tudo "ok", minhas cobranças em mim estavam além das capacidades (e talvez de qualquer pessoa! [rs]).

    Quantas vezes eu ouvi minha mãe dizendo: "Pára de tentar ser herói, menino!" [rs]

    Depois de muito tempo, no finzinho do ano passado, como diria uma certa canção da (ou do) Legião Urbana "... Aprendi a perdoar e pedir perdão..." e deixa eu falar: quando a gente se perdoa de verdade aquela carga que te numa atmosfera de gravidade 20 vezes mais pesada vai embora! (até meus textos ficaram mais leves hehe)

    Lógico que ainda há uma certa cobrança (por exemplo: eu sei que o "pára" ali em cima está errado, mas decidi não corrigir).

    Mas é isso!

    Mais uma vez: ótimo texto!
    Voltarei mais vezes (e escreverei também - Se o TCC permitir!)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tem toda a razão, Garotto! A energia pesada vai para longe quando aprendemos a nos perdoar e não nos culpar tanto. Dia a dia a gente vai aprendendo e melhorando, né?
      Muita obrigada pela visita e sorte no TCC!
      Volte sempre :')

      Excluir

Diz o que achou :)