quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Melhor versão

Reprodução: Tumblr
Quando eu fui embora, você não pediu para que eu ficasse. Tampouco disse que iria atrás de mim. Não comprou uma passagem e atravessou o oceano para me ver. No lugar disso, me disse: vai, faz tudo o que quiser e tiver que fazer, porque na volta eu vou estar aqui. E estava. 

Quando eu voltei e disse que senti saudades — depois de todos os erros, depois de meses sem trocar uma única palavra — , você não disse que também sentiu. Você respirou fundo e me puxou para o seu peito. E eu soube que sim.

Quando eu disse que não conseguia não me envolver com você, você não respondeu o mesmo. Mas quando falei que por isso talvez fosse melhor ficarmos longe, disse que eu não precisava ter medo.

Quando teve motivos para sentir ciúmes, você não fez cena, não me tratou como sua, não me culpou. Apenas me segurou mais forte para que a gente não se perdesse mais uma vez por culpa nossa.

Quando eu quis mais do que você podia me dar, você não me mandou embora. Me pediu paciência. Mudou, sem pressa, porque a direção às vezes importa mais que o ritmo. Me ensinou isso também.

Quando minhas atitudes não condiziam com as minhas palavras e era impossível confiar em mim, você não soltou minha mão. Aguentou as noites, o álcool, as brigas. Me ajudou a encontrar o ritmo. O nosso ritmo.

Quando eu disse que gostava muito e tanto de você, não disse que gostava tanto e muito de mim também. Me abraçou. E não me deixou dormir longe de você uma noite sequer.

Me fez te querer mais e mais sem precisar de nenhuma loucura de amor. Porque às vezes a maior loucura de amor que a gente pode fazer é permanecer junto na sanidade, fazer do dia a dia a maior prova do bem querer e da gente a nossa melhor versão.

E a minha melhor versão é com você. Sem saber de você, eu não durmo tranquila. 

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